Educação: caminho para equidade

Um dos temas mais relevantes para quem quer mudar o mundo é, sem dúvida, o combate ao racismo. No mês de novembro, em função do Dia da Consciência Negra, o tema é destaque na mídia, mas para quem sofre preconceito ou o condena sabe que todos os dias são dias de combatê-lo.

Infelizmente minimizado ou banalizado por quem teve o privilégio de não sofrer preconceito, o racismo se manifesta em pequenos atos, em palavras e falas que podem marcar negativamente a vida de uma pessoa. Crescida em meio à humilhação e ao preconceito, a professora Kátia Conceição de Jesus Vida não encontrava na sua infância explicações para isso, os livros não retratavam sua história e não contavam a beleza de sua ancestralidade.

Para a professora, a educação é o caminho para favorecer a equidade, e ela acredita que o estudo, associado à prática, são as principais ferramentas para agir de forma antirracista. Kátia trabalha com educação antirracista na educação infantil com bebês – para ela é o jeito de munir, desde cedo, as crianças de conhecimento sobre o tema para que enfrentem essa batalha com argumentos e não com a força, como ela mesmo diz ter recorrido quando pequena.

Confira a conversa completa com a Kátia, aqui:

Trabalhar diversidade e arte ampliam horizontes

Não é à toa que o MudaMundo associou a expressão TamoJunto para as atividades realizadas durante a pandemia. Estar junto, dar as mãos e compartilhar desafios e soluções têm sido o caminho para muitos professores durante esse período de distanciamento e restrições, mas também para o enfrentamento de temas sensíveis – como a diversidade.

A professora da rede municipal de Campo Bom, Marinez Martins Roduite, conta como a acolhida e a troca de saberes entre os professores podem contribuir para a criação conjunta de atividades que valorizem a diversidade. Para ela, a confiança no colega e a sinceridade da dúvida podem fortalecer muito a educação que respeite o diferente e explicite os valores que devem permear todas as relações na escola.

Uma das grandes aliadas da professora Marinez para trabalhar diferentes culturas é a arte. Segundo ela, são várias possibilidades que podem ser acessadas, por exemplo, ao explorar a cultura das mandalas ou os símbolos como yin-yang. De formas geométricas a questões espirituais são temas presentes e que instigam os alunos a refletir e conhecer um universo de possibilidades diferentes – rompendo as paredes da escola ou de suas casas.

Na conversa com a professora, você pode conferir ainda mais ideias criativas para mudar o mundo. É só acessar:

Mudando o mundo na Feira do Livro

O MudaMundo esteve presente na programação da 61ª Feira do Livro de Porto Alegre, que ocorreu de 30 de outubro à 15 de novembro, na Praça da Alfândega, no centro da cidade. Pelo terceiro ano consecutivo, a parceria com a Confraria das Letras em Braille levou o projeto à praça para participar do evento de doação de obras em braille.

Na manhã de quarta-feira, 4 de novembro, foram entregues 15 exemplares do livro MudaMundo em Braille. Trabalhar pela educação inclusiva é um dos ideais do projeto, que, entre outros valores necessários para mudar o mundo, aborda o respeito às diferenças, os cuidados com o outro, a tolerância e o bullying.

Na manhã seguinte, 5 de novembro, foi oferecida uma Oficina de Sensibilização para professores que trabalham com alunos portadores de deficiência visual. A ideia é que o projeto possa estar presente em todas as escolas e possa ser trabalhado de diferentes formas pelos educadores e crianças.